Capa de artigo sobre andorinhas de cerâmica portuguesa e o sentimento de casa.

O que têm as andorinhas que nos fazem pensar em casa?

Há um momento do ano em que voltamos a ouvir as andorinhas lá fora. Olhamos para cima, vemos uma a passar e, por um instante, parece que a primavera chegou mesmo.

Talvez seja por isso que gostamos tanto delas. As andorinhas partem, atravessam distâncias enormes e voltam. E nós, que também sabemos o que é ter saudades, gostamos de pensar que há sempre um caminho de regresso.

O que simbolizam as andorinhas?

Em Portugal, as andorinhas lembram-nos a primavera, a esperança e o regresso a casa. Com o tempo, passaram também a representar o amor, a família e os laços que resistem à distância.

Mas não é preciso acreditar em símbolos para perceber o que uma andorinha nos pode fazer sentir. Às vezes lembra-nos a casa onde crescemos. Outras, alguém que nos espera. Ou aquele lugar onde podemos entrar sem bater à porta.

Porque há andorinhas de cerâmica em tantas casas portuguesas?

No final do século XIX, Rafael Bordalo Pinheiro criou as suas andorinhas de cerâmica. Voaram das fachadas para o interior das casas e ficaram por lá. Em muitas paredes portuguesas, parecem ainda hoje estar a caminho de algum lado.

É essa a graça de as juntar: cada andorinha tem o seu lugar, mas é quando estão juntas que o voo ganha vida. Podem seguir pela parede da entrada, subir as escadas ou aparecer num canto inesperado. Não há duas casas com o mesmo voo.

Na Tia Pureza, chegam em várias cores. Para quem gosta da tradição tal como a conheceu e para quem prefere dar-lhe um bocadinho mais de cor.

No fim de contas, talvez uma andorinha na parede diga só isto: há lugares e pessoas a que queremos sempre voltar.

Descobrir as andorinhas de cerâmica

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